Sobre abraços que se encaixam… {Dia dos Pais 2017

Existem diversos tipos de abraços, abraços de amigos homens que é meio distante, abraços de amigas que é meio sociável. Existem abraços de chegadas que são bem apertados; abraços de despedidas que são rápidos, mas não queremos largar; existem abraços de um gol que é pulando e existem os abraços entre pais e filhos.

Esses são diferentes, você pode nunca ter parado pra pensar, mas é diferente! Eles se encaixam, eles são perfeitos, feitos um para o outro, mas nem sempre é assim… não é genético, não nasce na forma perfeita.

Precisa ser construído.

Eu cresci num ambiente familiar conturbado. É uma realidade difícil, convivi pouco com o meu pai enquanto criança. Ele trabalhava de domingo a domingo e nunca pegou férias na vida, nos encontrávamos quando eu estava chegando da escola e ele saindo, era um abraço rápido e sem intimidade…

Hoje sou pai, e graças aos esforços do meu pai, eu posso ter mais tempo com meus filhos. Tenho a oportunidade de participar bem de perto da educação deles, de suas angústias, sonhos e alegrias. E todos os dias a minha preocupação é que nosso abraço sempre se encaixe.

Sou um privilegiado, pois sempre recebo abraços deles. Quando chego, quando saio e as vezes duas ou três vezes na mesma situação.

Hoje esse abraço é perfeito, se encaixa, eu sei onde pegar em cada um. Eu sei onde meus braços vão passar, e é lindo como se encaixa!

E quando estou com eles em meus braços, sempre separo uns segundos para admirar esse abraço.

Mas sei que preciso estar sempre próximo deles, e nunca deixar de ser amigo, parceiro, conselheiro e pai.

Eu sonho com o abraço que vou dar neles no dia em que juntos vamos achar o nome no quadro dos aprovados no vestibular, mas, se o nome não estiver lá, também terei um abraço de conforto e incentivo guardado na manga. Sonho com o abraço que vou dar neles no altar no dia de seus casamentos (sim vou amassar o vestido da noiva e o terno do noivo).

Eu sonho que meu abraço sempre se encaixe no deles… seja na alegria, seja na tristeza.

Eu espero sempre que meu abraço complete e traga o que faltava.

Sou Pai da Bia e do Pedro

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